13 abril 2008

Sem tempo pra romance, mesmo estando quente!

(Post "piada interna" pra mim mesma. Pra me lembrar sempre de me aventurar mais e confiar no meu taco, porque vale a pena!)

10 abril 2008

Sorte de hoje no Orkut

"Hoje você vai ver um biscoito da sorte que nunca viu antes"
(Esses caras se superam... ahahahahha)

09 abril 2008

Seus problemas acabaram

Toda mulher que se preza tem medo de mudar radicalmente a cor do cabelo, certo? Ou tem medo que o cabelereiro não entenda "o espirito" do corte a ser realizado. E quando o assunto é maquiagem, então, aí é que pega mesmo: a gente diz "bem levinha" e sai com cara de drag queen devidamente montada.
Pois se você também sofre com essa insegurança, seu problemas acabaram!!! Clique aqui, "se produza" e leve resultado impresso pro seu cabelereiro/maquiador! Satisfação garantida ou a bicha se virando pra chegar lá! =P

(Tô tomando uma surra pra fazer meu próprio makeover. Não consigo decidir que novo cabelo quero ter. Mas assim que eu fizer posto aqui.)

06 abril 2008

Fim de semana de outono

Aproveitando que meus avós estão fora e que a casa está mais tranquila e disponível que nunca, meus pais vieram passar o fim de semana comigo. Desde sábado à tarde, quando eles chegaram, está chovendo. Não torrencialmente, mas aquela chuvinha constante que embala o sono e a leitura.
Compramos pães, vinhos, queijos - estes num passeio delicioso pela Queijaria Escola - e passamos a noite assistindo filme embaixo das cobertas.
Hoje, pra começar o dia, tomamos café e lemos jornais num café recém aberto que tem clima de cidade chique e, depois, almoçamos fondue, batata roesti, mais vinho e torta alemâ. O fim da tarde foi recheado de mais TV, cobertas, livros, jornais, vinho...
E ainda tem gente que prefere estar na praia...

03 abril 2008

Advogada, finalmente!!!

Depois de mais de 06 meses de espera, recheados de toda a natureza possível de confusão, finalmente consegui o resultado definitivo do Exame da OAB que eu prestei em setembro do ano passado. Passei!!!
A verdade é que depois de tanto tempo, de tantos desacertos, tantas frustrações, não consegui comemorar muito. A coisa já tinha tomado ares de "obrigação a ser cumprida pela OAB".
Seja lá como for, estou feliz por saber que agora eu vou poder definitivamente exercer a profissão que eu escolhi.

26 março 2008

Começos, caminhos e chegadas

Frases feitas do tipo "você pode não conseguir ter um novo começo, mas pode conseguir ter um novo fim", "não importa o objetivo, o importante é o caminho" e "tudo termina bem; se não está bem é porque não terminou" existem aos montes e, numa primeira leitura, nos parecem profundas e merecedoras de atenção. O problema aparece quando precisamos fazer valer em nossas próprias vidas esse "conceitual" de auto-ajuda.
Quando é que se identifica que o começo estava errado e que é hora de focar no fim? Quantas vezes só nos damos conta da jornada quando ela atingiu seu objetivo? Em que momento podemos dizer que está tudo "bem" e, portanto, terminado? Difícil determinar, pelo menos pra mim.
Aprendi desde muito cedo que quase nada É, a maior parte das coisas ESTÁ. Estamos morando em determinado lugar, estamos trabalhando e tal empresa, estamos casados e felizes... sempre ESTAMOS, pouco SOMOS. E estar indica movimento, mudança...
Inícios precisam acontecer sempre, a todo momento. Iniciativas são necessárias pra nos mantermos alertas e pensantes e cada novo começo indica um novo ESTAR, uma nova mudança, uma nova pessoa dentro das muitas que já somos.
Caminhos constóem a nossa memória, a nossa história, a bagagem que acumulamos durante a vida e que compõe aquele que queremos SER.
Objetivos, mais que atingidos, merecem ser renovados. Não nego que alcançar a linha de chegada, depois de uma longa jornada, traz uma sensação incrível de competência, de capacidade, de dever cumprido. Mas e depois? Não dá pra parar por aí, encostar embaixo de uma árvore e esperar que os dias passem. Chega o momento de uma nova iniciativa, de um novo início, de começar tudo outra vez.
Costumamos questionar qual é o melhor momento pra darmos um novo rumo ao caminho que estamos trilhando, mas o fato é que nunca vamos ter certeza absoluta desse "timming". Os riscos existem e estão aí pra serem enfrentados. Os "e se" são muitos, e só fazem aumentar a incerteza, a adrenalina que se espalha pelo corpo na hora de tomar a decisão.
Entretanto, é justamente essa adrenalina circulando que nos faz lembrar que estamos vivos, que queremos ser melhores e mais completos e que qualquer risco vale ser corrido, qualquer iniciativa vale ser tomada, qualquer caminho vale ser percorrido e qualquer objetivo vale ser alcançado em razão da busca por essa felicidade absoluta, que por mais inalcançável que pareça, nos move ainda que por instinto.

Novo visual

Nada como uma roupinha nova pra estimular o astral, né não?
Pois foi com esse pensamento que comecei a "repaginar a página" que, aos pouquinhos, vai ganhar cara e elementos novos.
Todas as idéias pra essa "customização" serão super bem vindas.

Depois de longo e tenebroso inverno...

Caramba, nove meses sem postar absolutamente nada aqui. Dava tempo pra ter tido um filho.
Tanta coisa importante aconteceu nesse meio tempo... a volta pra Friburgo e a readaptação ao convívio diário com a família, minha formatura, a jornada pro exame da OAB, os novos projetos profissionais e acadêmicos, a distância dos amigos queridos do Rio e a reaproximação com os também queridos de Friburgo, o iminente casamento da minha melhor amiga (tá, eu também lembrei do filme...)... E mais um número incontável de coisas que me tomariam outros nove meses pra listar.
Bom, considerando que eu gosto de escrever, que o blogspot não encerrou a minha conta por inatividade e que esse blog já me presenteou com discussões e comentários prá lá de divertidos, acho que o melhor a fazer é recomeçar e esperar que os meus 4 leitores (isso mesmo, 4!!! Rê, Karla, Miguel e GG) não tenham desistido de mim pra sempre.
=]


P.S. pros 4 leitores - Podem me aguardar... muitos mais se juntarão a nós em breve... prometo!

19 junho 2007

The Story - Brandi Carlile

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through but you do
And I was made for you...

07 maio 2007

Arnaldo Jabor

Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida? A julgar pelo espaço que a mídia dedica a esse tipo de formador(???) de opinião, o Brasil virou um imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago, falou às páginas amarelas de “Veja" e deu aula Magna de insensibilidade, egoísmo e... "sinceridade"!
Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se diz sincera. Ela não engana, revela-se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada, perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu pai já tinha morrido. Eu sustentava todo mundo e não tinha poupança alguma".
Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste de mulher, a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil - admirável - surgiu em recente reportagem da "Vejinha" sobre os melhores médicos do Rio de Janeiro. Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos. Largada num orfanato em Botafogo, Rosa Célia chorou durante meses. "Toda mulher de saia, eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar. Depois de um tempo, desisti.".
Voltemos a Adriane Galisteu. Ela é rica, bem sucedida, e "nem na metade da escada ainda". A escada não deixa de ser uma boa imagem para alguém que – como uma verdadeira Scarlet O´Hara de tempos neoliberais (muito mais neo que liberais) - resolveu que nunca mais vai passar fome. Até aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total insensibilidade. Pergunta da repórter a Adriane se ela faria algo para o bem do outro: "Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar sem cobrar, dar sem pedir, não existe. Depois, você acaba jogando isso na cara do outro." "Você nunca cede, então?" "Cedo, claro que cedo. Já cedi em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol de linho e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá para ceder..."
Rosa Célia fez vestibular de medicina quando morava de favor num quartinho e trabalhava para manter-se. Formou-se e resolveu dedicar-se à cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior especialista mundial no assunto. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma carta da Dra. Sommerville. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, após examiná-la por oito horas seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o meu", lembra Rosa Célia divertida.
Adriane Galisteu está rica, mas não confia em ninguém, salvo na mãe. Nem nos amigos. Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas. Não tenho motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair Eu confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu vou usá-las também. É uma troca."
De Londres, Rosa Célia iria direto para Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida e convidada para a Meca da cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando ao Rio de Janeiro. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu consultório. Mas todo ano viaja para estudar. Passa no mínimo um mês no Children´s Hospital, em Boston, trabalhando 12 horas por dia.
"Você gosta de dinheiro, (Adriane)?" "Adoro dinheiro e detesto hipocrisia. Gasto, gosto de gastar, gosto de não fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro que ganhei eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. Mas faço minhas campanhas beneficentes."
Rosa Célia atualmente chefia um sofisticadíssimo centro cardiológico, o Pró-Cardíaco. Lá são tratados casos limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu, fala com amigos e com empresários. O seu Projeto Pró-Criança já atendeu mais de 500, e 120 foram operadas. “Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha, alagoana. Eu fiz."
Voltemos a Adriane Galisteu e esbarraremos, brutalmente, na frustração. “Já tive vontade de viajar e não podia. Queria ter um carro e não tinha. Queria ter feito uma faculdade e não tive dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na esquina, e conhecimento agente adquire na vida. Eu sinto falta é de contar para os amigos essas histórias que todo mundo tem, do tempo da faculdade”.
Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria-prima para os órgãos de imprensa. Mas qual é a mais valorizada pela mídia hoje em dia? É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andam fazendo, mas a mídia não deve limitar-se a refletir e a conformar-se com a mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido, estaríamos melhor servidos se houvesse mais Rosas Célias nos jornais, nas revistas e TVs que nos cercam.
Voltando ao Castelo de Caras, as belas Adrianes, Narcisas, Lucianas, Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um espelho mágico... Se for mesmo mágico, dirá que Rosa Célia é mais bela do que todas vocês.